26 de abril de 2012

Minha primeira muda: Goiaba da Serra

Para iniciar esse diário, quero contar minha primeira aventura nos campos da jardinagem.
Por muitas vezes tive vontade de ter um jardim, mas sempre morei em apartamento. Agora resolvi ter minhas plantinhas na sacada mesmo, em vasos e vasinhos!
Nunca acreditei que pudesse fazer sobreviver comigo qualquer planta porque, até a pouco tempo, era uma verdadeira assassina de violetas e cactus. Enfim, a minha ideia mudou depois que na Semana do Meio Ambiente, em 2011, ganhei uma simpática muda de goiaba da serra. Eu nunca imaginei que ela resgataria uma antiga vontade...
Depois de voltar de viagem para o Natal e Ano Novo para Minas Gerais, quando deixei o pequeno bebê aos cuidados de minha amiga Débora, eis que a muda tinha crescido. Minha amiga já tinha mudado de vaso e tudo! Nossa, aquilo foi um divisor de águas.
Consultando a internet e especialistas, descobri que essa espécie pode permanecer em apartamentos. Mas, como no meu caso, se for transferida para vasos cada vez maiores, ela pode se desenvolver a ponto de ser cultivada em um terreno ou pomar maior.
E ela está crescendo... já troquei de vaso por duas vezes e muito em breve quero plantá-la no jardim de um quintal que há de existir.

Sobre a espécie...
Acca sellowiana ou Feijoa sellowiana. A Goiaba-serrana*, da Família Myrtaceae pode atingir de 3 a 4 m de altura, com copa densa e baixa e muito durável, mesmo sob condições adversas como o frio da Serra Catarinense.
Nativa Planalto Meridional Brasileiro, estende-se até o Uruguai. Tem crescimento lento e é ornamental pela sua folhagem discolor com vistosa floração. Suas flores aparecem na primavera e seus frutos de fevereiro a maio.
A Acca sellowiana é uma espécie que exige agentes de polinização para aumentar a fecundidade das flores, melhorar o desenvolvimento dos frutos e produzir sementes para sua multiplicação.

A farmácia campeira indica chá de folhas de goiabeira-serrana para
tratamento de diarréias crônicas

As flores apresentam de 4 a 8 estames avermelhados e grande pétalas carnosas, avermelhadas internamente e cerosas por fora. Suas pétalas são deliciosas! Mas é preciso tomar cuidado ao retirá-las senão o fruto não se desenvolve adequadamente. Simplesmente tirar a flor poderá prejudicar a existência dos frutos.

Os frutos podem atingir 250 g, tem polpa cor gelo, sabor doce-acidulado e aroma suave. Naturalmente um alimento de pássaros e roedores, há muito tempo são consumidos pelos habitantes da região. Os frutos só aparecem com polinização realizada, principalmente, por pássaros que se atraem pelas pétalas doces e carnosas.

Cuidados...
Se a intenção é deixa-la em um local sem área livre, como em uma sacada de apartamento, a espécie deve ser cultivada em vasos. Escolha um local arejado e que receba luz adequada. Naturalmente, essa planta se desenvolve em locais com araucárias, ou seja, ambientes com aproximadamente 40 % de luz em alguns momentos do dia.
O vaso escolhido deve ter um dreno para escoamento da água já que a terra não pode ficar encharcada. Regue de 2 a 4 vezes por semana, conforme o clima, ou sempre que a superfície da terra estiver seca. O vaso deve ter, pelo menos, 10 cm de diâmetro a mais que o torrão da muda.
Use sempre uma terra nova, preocupando-se com seu aspecto ao longo do processo. Verifique se a terra continua escura e fofa. Você pode colocar terra fertilizada na superfície do vaso ou simplesmente trocar de terra de vez em quando.
Depois de crescida, a poda irá ajudar a controlar a altura e o crescimento das folhas e do caule da árvore. Após da frutificação, recomenda-se que os galhos sejam cortados rente ao caule, na diagonal.

*Outros nomes:  araçá-do-rio-grande, goiaba-do-campo, goiaba-silvestre, goiaba-crioula, goiaba-da-serra, goiaba-verde, goiaba-ananás.


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